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CRM-MG alerta médicos sobre golpe com falsas ofertas de emprego e cobrança de taxas para contratação

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O Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG) alertou sobre um golpe que tem como alvo médicos em busca de oportunidades profissionais. Segundo a entidade, criminosos estariam utilizando falsas ofertas de emprego para atrair candidatos, simulando processos seletivos e cobrando valores relacionados a supostos serviços de recrutamento e seleção.

De acordo com o comunicado divulgado pelo conselho, uma das modalidades mais recentes do golpe começa com um contato telefônico realizado por representantes de uma suposta empresa de recursos humanos. Durante a abordagem, são apresentadas vagas de trabalho em grandes empresas, incluindo organizações ligadas ao setor de metalurgia na região metropolitana de Belo Horizonte.

Após o primeiro contato, os responsáveis pela oferta solicitam o currículo do profissional interessado. Em seguida, informam que um suposto headhunter, também conhecido como caça-talentos, teria analisado as qualificações do candidato e aprovado seu perfil para uma nova etapa do processo seletivo.

A próxima fase envolve a realização de um teste psicológico. Segundo divulgado, os candidatos são orientados a comparecer a uma entrevista marcada em uma cidade localizada em outro estado. Nesse momento, todas as despesas de deslocamento ficam sob responsabilidade do próprio médico.

Ao chegar ao local indicado, o profissional participa de uma entrevista conduzida por alguém que se apresenta como gerente de recursos humanos. Durante a conversa, é transmitida a ideia de que a contratação está praticamente garantida. No entanto, surge uma exigência financeira para que o processo avance.

Segundo o alerta, os golpistas condicionam a contratação ao pagamento de despesas extras, incluindo supostos honorários do headhunter responsável pela seleção. O valor solicitado ultrapassa R$ 600, podendo ser parcelado em até quatro vezes no cartão de crédito.

Mesmo após o pagamento e diante de insistentes contatos telefônicos para que o candidato demonstre interesse na vaga, a promessa de emprego não se concretiza. Conforme informado pelo conselho, os profissionais acabam arcando com custos de viagem e pagamentos adicionais sem receber qualquer contratação em troca.

Recomenda-se que qualquer pessoa abordada com propostas de trabalho pesquise profundamente sobre a empresa responsável pela oferta (consultas às juntas comerciais, verificação de registros da empresa, pesquisa sobre reclamações mantidos por órgãos de defesa do consumidor e sites especializados.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) recomenda a exigência de um contrato de prestação de serviços quando houver qualquer tipo de avaliação ou intermediação profissional. O documento deve esclarecer de forma objetiva quais serviços serão prestados e indicar se existe ou não garantia de contratação.

Segundo o Idec, também é importante verificar se o contrato prevê mecanismos de rescisão caso as condições inicialmente apresentadas não sejam cumpridas. A análise cuidadosa do documento pode ajudar a evitar prejuízos financeiros e problemas futuros.

Para os profissionais que já tenham sido vítimas desse tipo de situação, o instituto recomenda formalizar a reclamação diretamente à empresa envolvida por escrito. A orientação é que a comunicação seja enviada por meio de correspondência com aviso de recebimento, criando um registro formal da tentativa de solução do problema.

Caso não haja resposta ou acordo entre as partes, os consumidores prejudicados podem buscar medidas judiciais. Conforme o Idec, as ações podem ser apresentadas aos Juizados Especiais ou ao Ministério Público Estadual, dependendo das características do caso.

O CRM-MG destaca que a divulgação do alerta tem o objetivo de conscientizar os profissionais da área médica sobre práticas fraudulentas que exploram a busca por colocação no mercado de trabalho. A entidade orienta os médicos a adotarem cuidados adicionais diante de propostas que envolvam cobranças antecipadas, deslocamentos sem garantias contratuais ou exigências financeiras para participação em processos seletivos.

A recomendação é que os candidatos verifiquem a legitimidade das empresas, pesquisem referências e desconfiem de ofertas que condicionem a contratação ao pagamento de taxas ou honorários. O alerta busca reduzir o número de vítimas e ampliar a atenção dos profissionais diante de abordagens que possam representar riscos financeiros.

Com informações do CFM.

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